CANCER DE ESTOMAGO
A ocorrência dos tumores malignos de estômago está marcadamente relacionada aos padrões socioeconômicos das populações. A mortalidade por câncer de estômago vem decrescendo em praticamente todas as regiões do mundo nos últimos 50 anos. No Brasil, entre 1980 e 1995, a tendência foi semelhante. Nenhum argumento explica este fenômeno completamente, mas é aceito que o efeito simultâneo da melhoria na preservação de alimentos, queda no consumo de alimentos salgados, e o aumento da ingestão de vegetais frescos e frutas possa, pelo menos parcialmente, ter contribuído para tal tendência. Embora as taxas de mortalidade por câncer de estômago sejam mais altas nas regiões Sul e Sudeste, o declínio das taxas foi também mais intenso nestas duas regiões. E, contrariando tendências universais, as taxas na população masculina da região Centro-Oeste aumentaram.
Estima-se que cerca de 8% dos cânceres de estômago no mundo seriam decorrentes da infecção pela Helicobacter pylori. Embora não seja conhecido o mecanismo das relações entre a infecção por esta bactéria e estratos socioeconômicos, alguns poucos estudos têm apontado para esta possível associação. Há estudos que permitem conhecer a prevalência de Helicobacter pylori entre algumas populações brasileiras, que varia, de acordo com a idade e a região, entre 60% e 85% nos indivíduos com 15 ou mais anos de idade. É possível que estas diferentes prevalências possam ter conecções com as distintas taxas de mortalidade por câncer de estômago observadas entre as regiões.
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Medicina e Saúde


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