quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Obesidade
A obesidade relaciona-se com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. A obesidade também está ainda associada a, doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteosclerose), além de problemas ortopédicos, asma, apnéia do sono, alguns tipos de câncer, esteatose hepática e distúrbios psicológicos. A doença é, também, fator de risco para problemas de pele e infertilidade.

A POF de 2008-2009 aponta que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. O percentual de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009.
 


Governo destina R$ 10,3 mi para combater obesidade

O Ministério da Saúde vai destinar R$ 10,3 milhões para identificar casos de excesso de peso em unidades e academias de saúde. Segundo Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), de 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), metade dos adultos apresentam excesso de peso e 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos no país. Um plano nacional está previsto para ser anunciado em 2012.

Para reforçar ações de prevenção e controle da obesidade, o Ministério da Saúde liberou os recursos para a compra de equipamentos que vão auxiliar na identificação de casos de excesso de peso em unidades de saúde e em academias da saúde, espaços públicos destinados à prática de atividades físicas e promoção de hábitos saudáveis.

O repasse foi estabelecido pelas portarias 3156 e 3157, publicadas nesta semana no Diário Ofic ial da União. A pasta prepara um plano nacional contra a obesidade, que deve ser divulgado no início de 2012.

As unidades de saúde terão antropômetros - instrumentos para aferir altura –, balanças pediátricas para crianças menores de 2 anos, balanças com maior capacidade de mensuração, adequadas para diagnóstico de obesidade mórbida além de fitas antropométricas. A portaria 3.156 habilita os municípios a receber R$ 3 mil por Unidade Básica de Saúde.

Serão contempladas com o repasse unidades de saúde em 1.796 municípios em todo país, com adesão homologada ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).

Atividade física faz adulto fabricar tipo de gordura que protege da obesidade, mostra estudo

Um hormônio produzido em resposta à prática de exercícios pode transformar a gordura comum do corpo em gordura marrom, boa para a saúde, reduzindo o risco de doenças como obesidade e diabetes. A conclusão é de um estudo publicado nesta quarta-feira (11) na Nature e abre perspectiva para a criação de um medicamento capaz de reproduzir os efeitos da atividade física para o corpo.

Ao contrário da gordura comum (também chamada de 'branca'), a gordura marrom é metabolicamente ativa, ou seja, leva à queima de calorias. Até pouco tempo, achava-se que ela existia apenas nos bebês, mas estudos revelaram que adultos também podem fabricar esse tipo de gordura "desejável".

A pesquisa, conduzida por pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber e da Faculdade de Medicina de Harvard, ajuda a entender como os exercícios afetam o organismo em nível celular.

O estudo analisou uma substância chamada PGC1-alpha, produzida em abundância pelos músculos durante e após os exercícios. 

“Parece claro que o PGC1a é responsável por muitos dos benefícios atribuídos aos exercícios”, afirma Bruce Spiegelman, professor das duas instituições e autor do estudo.
Segundo ele, ratos que foram induzidos a produzir grandes quantidades da substância nos músculos mostraram-se resistentes à obesidade e ao diabetes, assim como muitas pessoas que praticam exercícios com regularidade.

Os pesquisadores descobriram que a substância estimula a expressão de uma proteína chamada Fndc5, que há muito tempo chama atenção dos biólogos.

 
 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Entrevista com o Dr. Renato Veras


Diz que ainda será preciso "uns dez anos" para que o país aprenda a lidar com o envelhecimento da população




Os filhos são comprometidos demais emocionalmente para conseguir ter clareza das necessidades dos pais?

Dr. Renato Veras: Quando os filhos ficam muito comprometidos emocionalmente, é muito mais por espelhar a própria passagem dos anos - e constatar que também já não são mais jovens. Ainda será preciso uns dez anos para que aconteça uma mudança cultural em que  a sociedade se prepare de fato para lidar com seus idosos. Inclusive os próprios filhos.


Hoje existe uma diminuição de internações dos pais em casas de repouso?

Dr. Renato Veras: Com certeza diminuiu. Mas não porque os filhos estão mais nobres e passaram a cuidar de seus pais por prazer. Atualmente, pega muito mal internar os próprios pais, especialmente após denúncias de que as instituições são de baixa qualidade.

O aumento da longevidade tem gerado uma novidade:  os filhos estão envelhecendo junto com os pais. E agora?

Dr. Renato Veras: Acho que é uma das melhores situações. Um cuida do outro, um protege o outro. Há afinidades, a convivência. flui melhor, há maior compreensão das necessidades. E as diferenças geracionais praticamente desaparecem.


Os filhos costumam reclamar que os pais têm resistência a se deixar cuidar. Como lidar com isso?

Dr. Renato Veras: Tudo depende da relação que eles tiveram ao longo da vida. Se o filho nunca se aproximou de verdade dos pais, é óbvio que qualquer tentativa de cuidado é entendida com uma enorme interferência. Já aqueles que sempre tiveram uma boa relação tendem a conversar sobre as necessidades e chegar a um acordo. É comum pais idosos se preocuparem em ser mais um peso, uma responsabilidade na vida dos filhos. Dizem que não querem ir à fisioterapia ou fazer ginástica para evitar gastos de recursos e de tempo dos filhos. É uma forma de continuar protegendo a ninhada. Mas é uma pseudoproteção, porque a falta da prevenção pode gerar problemas mais graves no futuro. É enorme a variedade de tribos de idosos. Há aqueles, em geral homens, que trabalharam a vida inteira, exerceram cargos de chefia e não aceitam as recomendações do filho. Acostumaram-se a mandar, perderam seu status, renda, e o filho que eles criaram quer dizer o que fazer. Esse filho tem de ter paciência e insistir, negociar. Tem outra tribo para a qual o passeio é ir ao médico, quer mais de uma opinião, quer trocar de remédio, vive em função da doença. São dilemas da vida que os pais também tiveram de lidar com os filhos na adolescência.



Infecção Hospitalar

A infecção hospitalar é uma síndrome infecciosa (infecção) que o indivíduo adquire após a sua hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. Entre os exemplos de procedimentos ambulatoriais mais comuns estão: cateterismo cardíaco, exames radiológicos com utilização de contraste, retirada de pequenas lesões de pele e retirada de nódulos de mama, etc.

A manifestação da infecção hospitalar pode ocorrer após a alta, desde que esteja relacionada com algum procedimento realizado durante a internação. Somente um profissional treinado (médico ou enfermeiro com qualificação especial em Infecção Hospitalar) pode relacionar sinais e sintomas de infecção com procedimentos realizados em unidades de saúde e realizar o diagnóstico de infecção hospitalar.

Riscos de um indivíduo adquirir infecção hospitalar.

O atendimento em unidades de saúde apresenta atualmente grande evolução tecnológica. Pacientes que no passado iriam evoluir a óbito, atualmente não só sobrevivem, como têm boa expectativa de vida, muitas vezes, sem seqüelas.

Situações como as de acidentes automobilísticos graves, recém-nascidos prematuros ou de baixo peso e indivíduos que necessitam de transplante de órgãos, são uma demonstração de como o atendimento hospitalar evoluiu.

Em contrapartida, esta melhoria no atendimento e avanço tecnológico aumentou o número de procedimentos possíveis de serem realizados num hospital. Procedimentos que, ao mesmo tempo em que prolongam a vida, trazem consigo um risco aumentado de infecção.

Muitos destes procedimentos são invasivos, isto é, penetram as barreiras de proteção do corpo humano. A primeira barreira de proteção do corpo é a pele, entretanto, é a que mais frequentemente é rompida por procedimentos hospitalares (ex.: punção de veia para instalação de soro ou coleta de sangue). Ou seja, a melhoria no atendimento possibilita maior sobrevida, mas têm o ônus de elevar o risco de infecção.

Estas técnicas invasivas favorecem a penetração de microrganismos que não pertencem ao corpo do hospedeiro. Para evitar que esta penetração ocorra, os procedimentos precisam ser padronizados de modo a serem desenvolvidos de maneira asséptica (sem a penetração de microrganismos).

Curiosidade

Ignaz Philipp Semmelweis, médico obstetra é considerado o pai do controle de infecções hospitalares.
Em meados de 1840, este médico observou diferença de número de casos de infecções puerperais (infecções pós-parto) em duas clínicas do hospital de Viena. Na primeira clínica, as gestantes eram examinadas por estudantes de medicina que circulavam livremente entre a sala de autópsia e nesta enfermaria. Na segunda clínica, os atendimentos eram realizados por parteiras e o número de infecções puerperais era muito menor.

É importante lembrar que nesta época ainda não se conheciam os estudos de Pasteur a respeito da origem das infecções, então a existência de microrganismos não era conhecida.

Certa vez, durante a realização de uma necropsia, um dos amigos de Semmelweis, foi ferido acidentalmente por um bisturi. Este profissional adquiriu uma infecção similar à das puérperas, levando Semmelweis a concluir que o mesmo havia sido contaminado pela “matéria cadavérica” que foi introduzida no sistema sanguíneo. Tal qual o bisturi da dissecção que introduziu material cadavérico na corrente sanguínea do patologista, as mãos contaminadas dos médicos estudantes carregavam material cadavérico da sala de autópsia para a mulher durante o exame de toque vaginal e o parto.

Em maio de 1847 Semmelweis tornou compulsório para todos os médicos, estudantes de medicina e pessoal da enfermagem a lavagem das mãos com uma solução clorada, reduzindo drasticamente a mortalidade por infecção puerperal.

A queda dos índices de infecção puerperal foi importante: de 12,24% para 1,89%!

CÂNCER DE MAMA NO HOMEM

A incidência do câncer de mama é maior em homens acima dos 35 anos de idade e o risco aumenta com o avanço da idade. O surgimento da doença está relacionado a fatores de risco recorrentes nas mulheres como: histórico familiar correspondente aos pais, irmã ou filha, surgimento de alguma tumoração pré-maligna no passado, excesso de peso e dieta rica em gorduras.

Como em ambos os sexos, a obesidade está ligada ao estrogênio, já que as células gordurosas produzem este hormônio. Por isso, é bom controlar o peso. O consumo reduzido de calorias pode aumentar as enzimas antioxidantes, prevenir a formação de compostos pré-cancerígenos e melhorar a capacidade de reparação das células sadias. É bom lembrar que o diagnóstico de câncer de mama no homem não pode ser excluído por qualquer achado isolado na história do paciente. As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o auto-exame mensal das mamas, o exame clínico (a partir dos 40 anos) e a mamografia (em caso de suspeita).

Para cada 100 casos de câncer de mama em mulheres, existe um em homem. Embora seja bem mais raro entre o sexo masculino, a doença é um risco para pacientes menos preocupados com a qualidade de vida e histórico familiar. O maior motivo de detecção da doença em estágio avançado é o preconceito e a falta de conscientização sobre a importância da realização dos exames de rotina. A demora no diagnóstico também dificulta o tratamento do câncer de mama em homens. A princípio, o que parece um caroçinho pequeno pode ser interpretado por médicos como um caso de ginecomastia, ou seja, crescimento benigno das mamas. O principal sintoma do câncer de mama no homem é o aparecimento de nódulo indolor na região da auréola, (bico do peito), onde o tecido mamário se concentra, podendo provocar coceira e irritação.

Geralmente o tumor é percebido pelo próprio paciente ou sua parceira. Junto com o aparecimento do nódulo, é comum haver queixas de descarga mamilar e sinais de disseminação local como retração do mamilo e ulcerações.


PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMILIA
(PSF)


Organização primária, secundária e terciária do serviço de saúde.




Unidade Saúde da Família - unidade pública específica para a prestação de assistência em atenção contínua programada nas especialidades básicas e com equipe multidisciplinar para desenvolver as atividades que atendam às diretrizes da estratégia Saúde da Família do Ministério da Saúde.

Posto de Saúde - unidade destinada à prestação de assistência a uma determinada população, de forma programada ou não, por profissional do nível médio, com presença intermitente ou não do profissional médico;

Centro de Saúde/ Unidade da Atenção Básica - unidade para a realização do atendimentos de atenção básica e integral a uma população, de forma programada ou não, nas especialidades básicas, podendo oferecer assistência odontológica e de outros profissionais do nível superior. A assistência deve ser permanente e prestada por médicos generalistas ou especialistas nessas áreas. Pode ou não oferecer SADT e pronto atendimento 24 horas;

Unidade móvel fluvial - barco/navio, equipado como unidade de saúde, contendo, no mínimo, um consultório médico e uma sala de curativos, podendo ter consultório odontológico.

Unidade terrestre móvel para atendimento médico/odontológico - veículo automotor equipado, especificamente, para prestação do atendimento ao paciente.

Unidade mista - unidade de saúde básica destinada à prestação de atendimento em atenção básica e integral à Saúde, de forma programada ou não, nas especialidades básicas, podendo oferecer assistência odontológica e de outros profissionais, com unidade de internação, sob administração única. A assistência médica deve ser permanente e prestada por médico especialista ou generalista.

Ambulatório de unidade hospitalar - serviço de atenção básica que funciona em hospital.

Unidade de Referência de Média Complexidade - Unidade de Referência para o tratamento e acompanhamento das Condutas Preconizadas de alterações pré-malignas ou malignas no exame citopatológico. A média complexidade é um dos três níveis de atenção à Saúde, considerados no âmbito do SUS. Compõe-se por ações e serviços que visam a atender aos principais problemas de saúde e agravos da população, cuja prática clínica demande disponibilidade de profissionais especializados e o uso de recursos tecnológicos de apoio diagnóstico e terapêutico. A atenção média foi instituída pelo Decreto nº 4.726 de 2003, que aprovou a estrutura regimental do Ministério da Saúde. Suas atribuições estão descritas no Artigo 12 da proposta de regimento interno da Secretaria de Assistência à Saúde.

Os grupos que compõem os procedimentos de média complexidade do Sistema de Informações Ambulatoriais são os seguintes:

Centro Especializado de Alta Complexidade - considera-se como Centro Especializado de Alta Complexidade em Oncologia os hospitais definidos pela portaria SAS/MS nº741 de 19 de dezembro de 2005 como Unidades de Alta Complexidade em Oncologia, Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e Centros de Referência de Alta Complexidade em Oncologia.

Unidade de Alta Complexidade em Oncologia - “hospital que possua condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência
especializada de alta complexidade para diagnóstico definitivo e tratamento dos cânceres mais prevalentes no Brasil.”

CACON - “hospital com condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência especializada de alta complexidade para diagnóstico definitivo e tratamento definitivo para todos os tipos de câncer”.

O balanço da realidade no momento atual traz à tona o quadro de atenção primária em que o seu personagem nuclear - o médico situa-se em uma espacialização mal estruturada e em um mercado de trabalho de elevada instabilidade. O alto índice de rotatividade dos médicos de Família e a ausência de uma carreira profissional atrativa constituem fatores que hoje impedem o crescimento do PSF e a elevação do padrão de qualidade dos seus serviços. 

A criação de um sistema de certificação do Médico de Família foi concebido pela ESP como uma estratégia de fornecer uma resposta para a problemática de estruturação do mercado de trabalho de Família, com a recomendação que seja validado por instituições, gestores do serviço de saúde, instituições educacionais e entidades representativas da profissão médica e reconhecido pelos conselhos de secretários municipais de saúde.
Uma vez implementada essa estratégia, os resultados esperados seriam:
  1. Geração de mercado de trabalho mais estruturado e com uma maior estabilidade e tendo como base de contratação o nível de qualificação profissional.  
  2. Elevação do status profissional do Médico da Família e o estímulo ao seu
    aperfeiçoamento profissional.
  3. Diminuição de rotatividade nos postos de trabalho.
  4. Viabilização da expansão da cobertura dos PFS' s. 
  5. Elevação do quadro da qualidade dos serviços da atenção primária.
Fatores que dificultam uma satisfatória implantação do PSF: (1) a falta de preparação, sensibilização e mobilização prévia dos gestores e comunidade para recepção do novo modelo assistencial, (2) a ausência ou precariedade de infra-estrutura dos serviços de saúde local, (3) equipes incompletas - insuficiência e ineficiência de pessoal de apoio técnico, (4) ausência de uma efetiva coordenação técnica da equipe de saúde, acompanhamento irregular da equipe pala tutoria tanto na implantação como no seguimento do serviço, (5) falta de conectividade com a base da Educação Continuada à Distância por ausência da implantação dos equipamentos (microcomputadores, Internet, telefones) em tempo ágil exigido, (6) resistência dos gestores aos novos métodos adotados como Educação e Comunicação para Saúde e a Instersetorialidade como o meio de promover a cosão social e o fortalecimento da comunidade.

Ivoni V. França

CANCER DE ESTOMAGO

A ocorrência dos tumores malignos de estômago está marcadamente relacionada aos padrões socioeconômicos das populações. A mortalidade por câncer de estômago vem decrescendo em praticamente todas as regiões do mundo nos últimos 50 anos. No Brasil, entre 1980 e 1995, a tendência foi semelhante. Nenhum argumento explica este fenômeno completamente, mas é aceito que o efeito simultâneo da melhoria na preservação de alimentos, queda no consumo de alimentos salgados, e o aumento da ingestão de vegetais frescos e frutas possa, pelo menos parcialmente, ter contribuído para tal tendência. Embora as taxas de mortalidade por câncer de estômago sejam mais altas nas regiões Sul e Sudeste, o declínio das taxas foi também mais intenso nestas duas regiões. E, contrariando tendências universais, as taxas na população masculina da região Centro-Oeste aumentaram.

Estima-se que cerca de 8% dos cânceres de estômago no mundo seriam decorrentes da infecção pela Helicobacter pylori. Embora não seja conhecido o mecanismo das relações entre a infecção por esta bactéria e estratos socioeconômicos, alguns poucos estudos têm apontado para esta possível associação. Há estudos que permitem conhecer a prevalência de Helicobacter pylori entre algumas populações brasileiras, que varia, de acordo com a idade e a região, entre 60% e 85% nos indivíduos com 15 ou mais anos de idade. É possível que estas diferentes prevalências possam ter conecções com as distintas taxas de mortalidade por câncer de estômago observadas entre as regiões.


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